É tudo verdade: a bermuda nova do HT

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Não demorou nem 10 segundos pra mulé velha e chata começar a botar defeito na tal da bermuda, pois achou muito colorida e adolescente. Foi reclamando até chegar na praia. Na volta, quando o pobre HT, de sunga, resolve colocar a bermuda por cima e entrar no carro, ela de novo começou a dizer

- "ai que coisa horrível, nunca mais venha com esta coisa"
- "como você pode comprar uma porcaria dessas?"
- "eu tenho vergonha de andar com você vestido assim"

E por aí foi... até que o pobre HT encheu o saco, deu um grito de "basta!!!" e pra encerrar qualquer assunto, tira a bermuda do corpo, a joga na areia, pisa em cima e entra no carro só de sunga e camisa! E assim foi dirigindo o carro até em casa, sem trocar uma palavra... mudo, revoltado, puto e sem a sua bermuda novinha que ele tinha comprado. Massa né?

Pensamento meu: atitudes assim são tão ridículas que me fazem pensar que a lerdeza dos homens tolete não tem fim.

A cultura do arrocha

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Implantada na cabeça do nordestino desde quando o mesmo é um pivete,  um sábio e famoso tio, o "Tio Naza", conseguiu resumir muito bem a cultura do arrocha em uma frase.  Disse ele uma vez:

"Você tem que ter a essência de macho, tem que comer toda mulher que ver pela frente". 

É nesse momento que o cidadão é introduzido na cultura, e com o tempo vai piorando, pois antes ele arrochava garotas que eram bonitas, apesar de não terem muita "afinidade", o exterior é o que importava para ele.  Depois ele passa a ficar com garotas simplesmente por ficar, não sabe nem porque tá ficando, e essas garotas já não são mais as bonitinhas. Agora entraram as feinhas, as coroas de 50 anos, as bêbadas fumantes e as chamadas "fim de carreira".  As "fim de carreira" são  as "cordeiras" (aquelas que seguram as cordas num carnaval fora de época), as ambulantes, as moby dick, as bulbassauros, as franguinhas, as vampiras (dois dentes na frente), as peludas, as múmias, as Mumm-Ra, dentre outras espécies.

Com o decorrer do tempo, o indivíduo possuído pela cultura do arrocha entra numa vibe onde só se diverte em um local se tiver arrochando mulher.  Não pode ver uma mulher livre e já dá em cima, ele quer porque quer arrochar pelo menos umazinha naquela noite, não importa as consequências nem o visual e o shape da danada.  É o famoso "disposto a tudo". 

Tem vários termos conhecidos que pode exemplificar a cultura do arrocha são eles:

- Passei o rodo.

- Caiu na rede é peixe.

- Mulher de amigo meu ficou comigo é puta.

- Passei a foice.

- Vou ceifar. 

- Mijou de cócoras eu tô pegando

- Pisou em uma folha seca e fez barulho eu tô pegando

- Meu paí é pobre, por isso tenho a boca boa.

Eu já...

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Então eu passei o dia inteiro alisando o meu bilau, sonhando com a minha namorada que ia liberar geral logo à noite (não preciso nem dizer que uma situação dessa pra um HT ele passa o dia se sentindo "fine"). Aí eu marquei de pegá-la e ir pra um bar (não fui eu quem quis assim, por mim eu ia direto pra o motel tamanha minha secura). 

Só que chegando lá, meus amigos, ela tava estranha e muito calada. Tentei puxar papo, dar risada... e nada. Achei que o bar era só um pit stop pra fudelança (rá!) mais tarde, mas porra nenhuma! E antes que eu viesse com a aquela velha historinha de "vamos pra um lugar mais tranquilo?", ela me diz que gosta de mim, etc e tal, mas que não quer mais namorar comigo!

A sensação que tive foi de que um fosso (ou uma fossa?) se abriu e caí. "Merda do caralhooo" eu pensei mentalmente. Não que eu morresse de amores pela menina, mas me dispensar assim logo no dia que tava tudo ajeitadinho, com dinheiro do motel e camisinha separados, dá uma raiva inacreditável. Cheguei a cogitar que ela não estivesse preparada pra o tamanho da "pomba" que ia levar mais tarde (afinal nem todas as mulheres estão preparadas para minha virilidade fodona de homem tolete! Rá rá rá!), e depois voltasse pra mim, mas não rolou nada disso.

Para os homens normais talvez isso não passe de um grande contratempo, mas pra mim, que sou um HT, foi doído demais, a ponto de, no outro dia, eu ir ver o mar, olhar pra ele e querer me afogar de tanto ódio (me veio a mente aquela música do Legião Urbana que fala "sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora...")

ps: pra o meu consolo (ou não), descobri, anos depois, que a mina era maior "sapata". Não diminuiu minha raiva pela buceta tão perto e tão longe.

O dia em que a gostosa quis... e não deu em nada!

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E depois disso, ele fica com uma tremenda insônia. Não conseguiu mais dormir, ficou de pau duro a noite toda, pelo menos até onde ele lembra antes de adormecer. E ficou puto da vida por estar longe do celular na exata hora que chegou a tal mensagem! Mas aí ele imaginou que nada estava perdido, afinal a vontade da garota de liberar a xoxota poderia durar até o outro dia.

No outro dia, ele liga logo cedo pra moça e ela atende. E aí só em ouvir a sua voz da gata, seu bilau já começa a dar sinais de animação... só que este estado durou pouquinho ao ouvir do outro lado aquela voz da amiga se desculpando:

- aaaaaiii, que vergonha, meu amigo!!! Mandei aquela mensagem porque estava bêbadaaa!

- eeehhh, mas e aí? De repente, quem sabe, errrr.... eu posso passar na sua casa à noite... (ele fala, já gaguejando)

- NÃÃÃOOO. Por favor, não me entenda mal. Não faça isso, não vai acontecer nada, me desculpe!

E o resto da história é que isso já faz mais de 6 meses e ela até hoje não quis o tal encontro. Diz meu amigo que não perdeu as esperanças, mas ela nunca mais deu tanta bola. Ele reza pelo dia que vai encontra-la bêbada em algum canto, talvez seja essa a sua única chance.

Enfim, eu tenho certeza que certas coisas, como esta, só acontecem com homens tolete. E eles são tão incompetentes que não conseguem sequer tirar proveito de uma situação até certo ponto favorável.

Em tempo: homens tolete desconhecem que "foda com hora marcada" não dá certo. Ela queria no dia anterior e naquela hora e, como não deu certo, ficou pra sabe-se lá quando... o que, em caso de HT, inclui o "nunca mais".

Eu já...

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Mal consegui chegar ao banheiro e não deu nem tempo de vomitar no vaso sanitário. Foi na pia mesmo. Vomitei muito, a ponto de encher metade, eu acho. Depois que consegui parar, quando já ia sair de fininho, eis que encontro na porta o famoso "armário", um segurança de paletó preto com um walkie talkie na mão olhando puto pra mim.

E eu, como se não tivesse feito nada, pedi licença pra sair. Foi quando ele disse:

- Limpe a pia!

- Eu não, não tenho culpa (eu respondi, todo "machinho")

- Não quero saber, você vai ter que limpar.

- Vou limpar nada, preciso sair daqui (foi meu último resquício de coragem)

- MEU AMIGO, VOCÊ NÃO ENTENDEU... EU ESTOU MANDANDO VOCÊ LIMPAR!!! MAN-DAN-DO!!! (já falou gritando e ameaçou chamar mais alguém pelo walkie talkie)

E aí, depois do tom de voz alterado do segurança e diante do tamanho do "muque" do sujeito, eu encarnei um misto de Rickson Gracie com Chico Xavier... doido pra sair na porrada, mas me mantive calmo e bem sereno. Melhor sujar a porra da mão no vômito do que chegar no hotel de olho roxo ou sem dentes, foi meu pensamento instantâneo e sensato.

E aí lá foi o pobre tolete humilhado meter a mão na porra do vômito e limpar toda a pia. Sob o olhar vigilante do segurança. Demorou um pouquinho, ele queria o serviço bem feito.

Eu confesso que relutei em contar esta história para os meus amigos por um bocado de meses...

Oktober Fest...




Eu já...

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Peguei ela em casa e fui num caixa eletrônico sacar meus 20 contos. Ela fica no carro esperando o namorado tolete. Aí quando eu fui sacar a grana, veio a fatídica mensagem: SALDO INSUFICIENTE. "Me fudí" foi o pensamento imediato. Tirei o saldo e a porra do banco tinha cobrado uma taxa sei-lá-de-quê e tinha disponível somente R$ 9,00. Porra, num dava nem pra puxar uma notinha de 10!!!!

Aí, já na base do desespero pelo mico iminente, tentei correndo fazer o tal de "crédito direto ao consumidor", o famoso empréstimo automático, e aí apareceu a mensagem de que naquele horário a transação estava indisponível! "Me fudí x 10".

O jeito foi voltar ao carro e contar que não tinha conseguido sacar por um problema no cartão. A merda que eu não podia dizer que não tinha dinheiro no caixa pois havia outras pessoas sacando normalmente. Ela aparentemente entendeu, mas não se ofereceu pra pagar nada. E como já estávamos na rua mesmo, passamos num bar que tinha música ao vivo, que tocava rock e você podia ficar em pé sem consumir nada. Ficamos uma hora inteira e ela, talvez com raiva (ou lisa igual a mim) não pediu nem água.

O fim da história foi que o namoro acabou antes do salário do fim do mês entrar. Talvez ela quisesse alguém que lhe passasse segurança... e minha conta zerada (digna de trabalhador de "frente de emergência") era um sinal ruim, sei lá. Minha vibe cinzenta de homem mal-sucedido não a animou nem para esperar o fim do mês!